‘Lá Vai Maria’, com o grupo Três Marias, na V Mostra de Artes Cênicas e Música do Teatro Glênio Peres

Evento acontecerá nos dias 16 e 17 de agosto

Música

16 de agosto de 2019 e 17 de agosto de 2019

O show Lá Vai Maria, apresentado pelas Três Marias, narra, por meio da dança e da música, a trajetória de uma mulher afro-indígena, que se reconhece e autodeclara como tal. O fio condutor surge a partir do momento em que ela se permite viver as tradições que de alguma forma lhe pertencem e que por muito tempo não acessou pela falta de representatividade e silenciamento da sua própria história familiar. Nessa caminhada, logo a mulher se descobre imersa num universo de cantos, fazeres e danças dessa terra, que contam a história de suas bisavós, que ensinam os nomes dos pássaros, das árvores, que ensinam a plantar e cultivar, e que mais que tudo, ensinam a ouvir. O trabalho fundamental das Três Marias dentro desse contexto atual, onde a representatividade e a luta da mulher devem ser constantes e suas vozes amplificadas, integra a programação cultural da Câmara Municipal de Porto Alegre, na V Mostra de Artes Cênicas e Música do Teatro Glênio Peres. O espetáculo, com entrada gratuita, terá duas sessões: dias 16 e 17 de agosto, às 19h. A retirada de ingressos poderá ser feita a partir do dia 13 de agosto na Seção de Memorial da Câmara Municipal, das 9h às 17h. No sábado, dia 17, somente 30 minutos antes do espetáculo, se houver disponibilidade.

O repertório apresenta o trabalho autoral do grupo com algumas parcerias e passeia por tradições como capoeira angola, jongo, forró de rabeca, bumba meu boi, samba, afoxé e samba de coco. A sonoridade do grupo é composta por vozes, percussões e cordas. Marias, somos diversas. O grupo é composto por Andressa Ferreira, Gutcha Ramil, Thayan Martins, Pâmela Amaro e Tamiris Duarte.

O projeto Três Marias inicialmente idealizado por Andressa Ferreira, Gutcha Ramil e Kika Brandão, nasce na estrada, entre passadas de chapéu nas ruas de Sagarana, Cavalcante, Galícia e no metrô do Rio de Janeiro, a festivais e salas de teatros internacionais com a Cia Mamulengo Presepada (DF) e o mestre Chico Simões. “Durante os cinco anos de trajetória tivemos diversas formações, com mulheres e homens que participaram cantando, tocando e dançando conosco, como a rapper Thabata Lorena e, as percussionistas Addia Furtado, Nãnan Matos, Andaraí, Aline Silveira, às dançarinas Rita Lendê, Camila Camargo, Mestra Iara Deodoro e o grupo Afro-sul Odomodê, o percussionista John Conceição, dentre outras”, afirmam as ‘Marias’. 

Ao longo desse período, estiveram nos festivais Pira Rural, Morrostock, Virada Sustentável POA, Virada Cultural - Pelotas, Sonora Brasil SESC, Mostra de Cultura Popular Afro-Gaúcha, Som no Salão, Sonora Mostra de Compositoras, Circuito Tião Carvalho no São João do Maranhão, Circuito Martinha do Coco em Porto Alegre e participação no Projeto Concha, Festival Elas no Palco em Rio Grande, Ekoa Festival, Festa do Boi em São Paulo. Para 2020 preparam o lançamento do primeiro álbum "Não Se Cala", e a possibilidade de circulação em outros tantos festivais brasileiros. Para a concretização desse projeto, estão com um financiamento coletivo em andamento na plataforma Catarse: https://www.catarse.me/cdnaosecala

Sobre as artistas:

Percussionista, cantora, compositora, arte educadora e agente cultural, Andressa Ferreira é brasiliense, filha de piauienses e cresceu vivenciando em casa, nas festas de família e nas visitas ao Piauí, a música nordestina. Trabalha acompanhando mestres e mestras de diversas tradições desde 2007. Bacharela em Música Popular / UFRGS, é a primeira mulher negra e indígena, e primeira mulher percussionista a entrar no curso. É idealizadora e coordenadora do projeto Ngoma - Núcleo de Vivência e Estudos de Percussão e Cultura Popular no Instituto Sociocultural Afro-Sul Odomodê, arte educadora através da extensão do NGOMA na ONG Afaso com crianças do bairro Bom Jesus, e professora do projeto Música no IA. Integra os grupos: Três Marias, Sankofa, Íbejí, Ò̩s̩é̩è̩túrá (Africa'njazz), projeto Alujá, Dona Conceição, e compõe a banda do compositor Thiago Ramil.

Rabequeira, cantora, percussionista, compositora, arte educadora e antropóloga, Gutcha Ramil é natural de Pelotas-RS e cresceu numa família de músicos. Capturada pelo encanto e a força da cultura popular, aos poucos o violino foi abrindo espaço para a rabeca e as cantigas tomando conta da sua voz. Desde 2009, trabalha acompanhando mestres e mestras, como Mestre Zé do Pife, Chico Simões, Tião Carvalho, Martinha do Coco, Paraquedas, Dona Cô. Mestre em antropologia pela UFRGS, realiza um trabalho de pesquisa e valorização de musicalidades da cultura popular por meio do  grupo Três Marias e do NGOMA - Núcleo de Vivência e Estudos em Percussão e Cultura Popular no Instituto Sociocultural Afro-Sul Odomodê, e como arte educadora por meio da extensão do NGOMA na ONG Afaso, com crianças do bairro Bom Jesus. Integrante do grupo Três Marias, também participa dos projetos Sankofa, Íbejí, Alujá, Casa Ramil, Dona Conceição, e compõe a banda do compositor Thiago Ramil.

Pâmela Amaro é atriz, cantora, compositora e arte-educadora de intensa movimentação artística em Porto Alegre. Nascida no bairro Medianeira, desde a infância foi influenciada pela família musical a percorrer pelo caminho do teatro e da música. Formou-se em Licenciatura em Teatro na UFRGS e, atualmente, é Mestranda em Educação na mesma universidade. Artivista, organiza e atua no Sarau Sopapo Poético – Ponto Negro da Poesia, espaço de fomento de artes negras. Integra o grupo Três Marias, compõe, canta, toca cavaquinho e percussão.

Contrabaixista, arranjadora e mestranda em Performance Musical na Unicamp, Tamires Duarte é bacharela em Música Popular pela UFRGS (com obtenção de láurea acadêmica), participou do Coletivo de Música Popular do Instituto de Artes durante toda a graduação e por vários anos desde 2007 acompanhou a cantora Luana Pacheco (jazz, chanson e blues). Em 2015 acompanhou o cantor e compositor mineiro Marquim D'Morais em Belo Horizonte e passou a integrar o grupo Três Marias. Atualmente Tamiris acompanha também o Mestre Tião Carvalho (maranhense radicado em São Paulo), a violinista Clarissa Ferreira (Porto Alegre) e participa de projetos paralelos como Musical Quadril e Ò̩s̩é̩è̩túrá Africa'n'jazz. Eventualmente acompanha artistas como Paola Kirst e Neuro Júnior. Tamiris faz parte do coletivo de artistas da Pedra Redonda e coordena um baixo-trio de música instrumental cujo trabalho dialoga com sua pesquisa acadêmica. Este trabalho está registrado em seu primeiro CD, intitulado "Até Aqui" (2017).

Percussionista dedicada especialmente à arte do pandeiro trabalha atualmente no grupo Três Marias, Projeto SINDUSOM, Cachaça de rolha, Naquele Tempo, Musical Quadril e Pamela Amaro. Natural de Porto Alegre, nascida no Morro Santa Tereza, Thayan Martins começou a prática do pandeiro na Oficina de Choro e Samba do Santander Cultural em 2009, sob a orientação dos professores Luiz Machado e Guilherme Sanches. Já fez oficinas com o pandeirista/percussionista Marcos Suzano, Rafael Toledo, Oscar Bolão, entre outros, também participou por dois anos das oficinas de percussão da Turucutá Batucada Coletiva Independente, onde desenvolveu a prática de instrumentos das baterias de escola de samba e se apresentou em carnavais. Tocou por três anos no Domingo Cultural do Afro-Sul Odomodê com o grupo Central do Samba.

SERVIÇO

Dias: sexta e sábado, 16 e 17 de agosto
Horário: às 19h
Local: Teatro Glênio Peres / CMPA - Av. Loureiro da Silva, 255 - Centro - Porto Alegre/RS

Valores e disponibilidade são responsabilidades dos produtores

Entrada franca

Retirada de ingressos na Seção de Memorial da Câmara Municipal das 9h às 17h, a partir do dia 13 de agosto.  No sábado, dia 17, somente 30 minutos antes do espetáculo, se houver disponibilidade.

*Importante garantir o convite antes dos dias das apresentações.

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