28 de novembro de 2018

Festival da Transformação preenche fim de semana com 300 horas de conteúdo concomitante

Evento ocorreu na ESPM-Sul e contou com 20 shows musicais

Aconteceu no último final de semana, 24 e 25 de novembro, a segunda edição do Festival da Transformação em Porto Alegre. Iniciativa da ADVB/RS, o FT18 contou com 450 atividades, grande parte delas simultâneas, gerando 300 horas de conteúdo compartilhado. Foram 12 horas de programação contínua no sábado e 12 horas no domingo, pensadas para discussões sobre inovação, cultura, tecnologia, empreendedorismo e marketing. O Festival aconteceu na ESPM-Sul e contou com workshops, palestras, feira de startups, atividades culturais e rodas de negócios. O maior evento de conteúdo do Brasil teve palestrantes nacionais e internacionais, shows musicais, roda de slam poetry e desfile de modas.

Referência por sua simultaneidade e seu caráter eclético, o festival, que completou sua segunda edição, atendeu um público de mais de 4 mil pessoas. Entre os destaques do evento estão os cartunistas Santiago e Rafael Corrêa, que participaram dos dois dias de atividade realizando cartoons gratuitos para o público.

Os filmes também fizeram parte da parte artística presente no festival. Criação de Maíra Coelho, o curta Retirantes, protagonizado por bonecos e inspirado em obras de Portinari, foi exibido durante os dois dias do FT18. No domingo (25) aconteceu a exibição do longa metragem Malévola com acessibilidade. A criação é de Sid Schames, que, além de gerar acessibilidade em conteúdo audiovisual, busca promover o convívio das pessoas com e sem deficiência, através de oportunidades equiparadas de diversão, entendimento e emoção num ambiente que valoriza as diferenças.

Uma das palestras mais aguardadas do FT18 foi ministrada por Barry Smith no domingo (25). Diretor do Instituto de Filosofia da Escola de Estudos Avançados da Universidade de Londres, Smith é fundador do Centro para o Estudo dos Sentidos, realizando diversos experimentos sensoriais em que conecta a alimentação aos sentidos. Ele levou um pouco do que as suas pesquisas, ao longo desses anos, já identificaram, e explicou ao público que a alimentação é uma verdadeira experiência sensorial. O primeiro mito que Barry Smith desmistificou à plateia foi de que o paladar é o primeiro sentido utilizado ao se comer. De acordo com ele, na verdade é a visão que se sobressai, agindo como uma condutora de toda a expectativa em relação à comida. Ele explicou que, estatisticamente, as pessoas preferem comer em um prato branco ao preto, por exemplo. Conforme Barry, aquilo que a maioria das pessoas conhece são os cinco sentidos clássicos, mas na verdade há 22 sentidos que se fundem uns aos outros durante o ato de comer. A memória afetiva também está incluída na experiência alimentar. De acordo com Smith, cada pessoa tem um paladar diferente, ou seja, aquilo que uma gosta pode não ser saboroso para outra. Isso tem relação com as papilas gustativas, que variam de tamanho em cada pessoa.

* Por Isabela Ribeiro

Compartilhe
GALERIA DE FOTOS