01 de abril de 2021

#MenuClandestina: Sapatista e o protagonismo das mulheres no meio cervejeiro

Conheça mais sobre a história da cervejaria

Gastronomia

Por Mariana Moraes
Fotos: Divulgação/Sapatista

Você sabia que a cerveja foi descoberta e desenvolvida pelas mulheres? Por mais que a bebida seja comumente associada aos homens, a cerveja é mais uma das grandes invenções da história da humanidade em que o papel das mulheres foi invisibilizado ao longo do tempo. 

A cerveja têm mais de oito mil anos de história, e, nos primórdios da produção, as responsáveis pela preparação da bebida eram mulheres, que desenvolveram as primeiras técnicas de fabricação. No início, a cerveja era produzida pelas mulheres para o consumo doméstico, e algumas até chegaram a comercializar a bebida. No entanto, com o passar do tempo, o potencial econômico da cerveja fez com que começasse a ser produzida em grande escala, e as mulheres, que ainda não podiam trabalhar ou deixar o ambiente doméstico, acabaram afastadas desse processo. 


Roberta Pierry, CEO da Sapatista

Mesmo que os rumos da história e os preconceitos tenham afastado as mulheres do universo cervejeiro, existem diversos movimentos na atualidade que buscam resgatar e reivindicar esse espaço das mulheres na produção, comercialização e consumo da cerveja. Uma dessas iniciativas é a cervejaria artesanal Sapatista. “Eu lancei a Sapatista como uma marca comercial em 2019, com o propósito de resgatar o papel e a ancestralidade da mulher no meio cervejeiro”, explica Roberta Pierry, CEO da empresa. 

No entanto, o interesse de Roberta pela fabricação de cerveja surgiu quatro anos antes da Sapatista. “Eu descobri que poderia produzir cerveja para consumo próprio e comecei a fazer a minha própria em casa. No início, eu não tinha uma perspectiva de trabalhar e vender essa cerveja.” explica Pierry. Entre muitos estudos, testes, erros e acertos, Roberta foi chegando aos sabores que lhe agradavam e a ideia de criar uma marca começou a surgir. “Eu sempre fui apaixonada por cerveja e sempre gostei de cozinhar, então acabei juntando essas duas coisas”, conta a empresária. Formada em biologia e mestre em botânica, Roberta explica que sua formação acadêmica também ajudou nesse processo: “Foi um pouco mais fácil estudar e entender os processos que envolvem a produção da cerveja”, explicou. 

Sabores Únicos 

As cervejas da Sapatista homenageiam grandes mulheres da história e já foram destaque em diversas premiações do meio. A Incendiária, cerveja lupulada com leve sabor caramelo, é uma das mais reconhecidas, com medalha de ouro na Copa Sul-Americana de Cerveja 2019 e medalha de prata na Copa Internacional de Cerveja de Poa 2019. Essa cerveja foi o primeiro rótulo produzido pela Sapatista e tem um lugar especial no coração da Roberta: “Ela é minha cerveja favorita, tem tanto esse apelo emocional, esse carinho, quanto o equilíbrio da cerveja. É uma cerveja muito fácil de beber, muito gostosa”, explica. 

Além da Incediária, a Sapatista tem mais cinco sabores de cervejas com receitas e sabores únicos: Pantera Negra, Filipina, Maria da Penha, Olga e Candance. 

Desafios da pandemia 

Assim como muitas empresas do ramo alimentício, a Sapatista também sentiu os impactos da pandemia da Covid-19. O fechamento de bares e restaurantes, anteriormente principais compradores das cervejas Sapatista, obrigou a empresa a se reestruturar. Assim, durante a pandemia, o foco foi a venda para pessoas físicas, que acabam não consumindo uma quantidade tão grande de cerveja. “Se você pensar: eu vendia para bar um barril de 30 litros, para uma pessoa eu não vendo 30 litros de uma vez, vou vender um ou dois litros, então muda bastante a lógica. Isso afetou muito financeiramente a empresa. A gente fechou um ano, estava num crescimento bacana e veio a pandemia”, explica Roberta. A empresária incentiva os consumidores a comprarem e movimentarem os negócios locais. 

Para adquirir as cervejas da Sapatista, acesse o site ou peça por delivery!

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