18 de novembro de 2020

Curta 'Antes do Azul' participa do 28º Festival MixBrasil de Cultura da Diversidade

Produção de Romy Pocztaruk e Caio Amon está disponível gratuitamente até 22 de novembro na programação do evento

Cinema

Imaginar o futuro para refletir sobre o presente é o mote do projeto O Fim do Fim: Novos futuros, dos artistas Romy Pocztaruk e Caio Amon, que convidaram uma série de criadores para imaginar novas formas de futuro. O projeto é um laboratório de novas linguagens construídas através de narrativas híbridas, processos colaborativos e intensa intersecção entre música e imagem. Antes do Azul, um dos curtas-metragens que integram o projeto, selecionado no programa de curtas-metragens Corpos Cênicos do 28º Festival MixBrasil de Cultura da Diversidade, que ocorre até 22 de novembro, com programação gratuita online.

Depois de passar pelo OUTFEST Los Angeles, maior festival de cinema LGBTQ e cultura queer dos Estados Unidos, pelo FUSO FESTIVAL, principal festival aberto de videoarte de Lisboa, Portugal e pelos festivais Seattle Queer Film Festival, Los Angeles Brazilian Film Festival, Fringe Film Festival (Londres), Loop Barcelona 2020 e Indianapolis LGBT Film Festival, Antes do Azul teve exibições no MIRA, programa de videoarte com curadoria de Victor Gorgulho, da ArtRio2020.

O programa Corpos Cênicos apresenta “a potência do corpo queer, amplificada pela ousadia e pelo desejo de implodir uma sociedade encaretada”, trazendo sete curtas-metragens. A edição 2020 do Mix Brasil, evento referência política e cultural nacionalmente e internacionalmente de questões relacionadas à cultura LGBTQ+ e de minorias é o maior evento cultural dirigido ao público LGBTQ+ da América Latina, ficando entre um dos maiores do mundo no segmento. Dentro da programação do evento, 102 filmes de 24 países.

O filme estará disponível gratuitamente até 22 de novembro através do link https://bit.ly/antesdoazulmix

Antes do Azul conta com a performance da cantora Valéria, textos do escritor Daniel Galera e fotografia de Lívia Pasqual. “O clima distópico do curta, alcançado, em parte, por cenas como da atriz em movimento, vivenciando situações coletivas, e ela só, diante de lugares e objetos obsoletos, por vezes rastros de um futuro utópico não concretizado, parece informado pela urgência do nosso próprio tempo. É como se a personagem vivida por Valéria encarnasse o único ser da espécie humana que viu, vivenciou e, sobretudo, sobreviveu à própria humanidade e à cólera da sua extinção”, analisa a crítica de arte Gabriela Motta.

Para o projeto O Fim do Fim Romy Pocztaruk e Caio Amon criam universos visuais e sonoros onde artistas convidados possam habitar. A criação parte da imaginação de processos de “fim do mundo” associados a teorias queer e decoloniais, projetando futuros possíveis nos quais a arte é um dos rastros deixados pela humanidade. Com colaboração de textos de Daniel Galera, o projeto iniciou em 2018 com Safira (2018), estreou Antes do Azul em 2019, e prepara um novo filme.

O projeto é um laboratório de novas linguagens construídas através de narrativas híbridas, processos colaborativos e intensa intersecção entre música e imagem. O compositor e produtor musical Caio Amon assina a direção musical, que inclui canções de sua autoria em colaboração com Filipe Catto, Valéria, Romy Pocztaruk, Daniel Galera e o músico e produtor Marcelo Cabral. A proposta transmídia do projeto prevê, além de uma série de filmes, o lançamento de músicas e clipes nas redes de streaming.

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Antes do Azul (digital, 14 min, 2019), imagina trincheiras possíveis para sobreviver a um futuro distópico, em que o avanço tecnológico descontrolado acelera processos de destruição – objetiva e subjetiva – da humanidade. A protagonista do curta, uma mulher trans e negra interpretada pela cantora e atriz Valéria, é a última sobrevivente de um acidente nuclear, e sua voz canta por novo lugar antes invisível.

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