13 de novembro de 2020

Última edição do Guia de Sobrevivência Cultural está nas ruas

Zine com dicas de artistas independentes e lançamentos culturais é distribuído na pizzaria Ciao

Gastronomia

Chegamos à última edição do nosso Guia Cultural.

Nesses últimos meses a gente se propôs aqui a compartilhar com vocês muito do que serve de alimento pra gente, porque acreditamos que alimento não é algo só do corpo, é também da alma.

A gente faz pizza enquanto alimentamos nossas almas de música, cinema, leituras, pinturas... A arte nutre nossas almas, nossas emoções e nossa criatividade.

O nosso muito obrigado a todos que, mesmo em tempos difíceis, seguiram firme fazendo arte e nos entretendo, nos inspirando e dando força para também seguirmos em frente. Nosso muito obrigada, também, a todo mundo que apoiou compartilhando e alimentando esse ciclo.

Seguimos em frente! Vamos juntos.

 

|| MÚSICA ||

Rodrigo Nassif Trio está lançando o disco ‘Estrada Nova’ por meio de um financiamento coletivo em parceria com o 180 Selo Fonográfico, Panamá Estúdio e a Regentag Store. O álbum tem recebido resenhas elogiosas, como a do site Paris Move o qualificou como “indispensável”. Com Samuel Basso (baixo) e Leandro Schirmer (bateria e melotrom), Nassif entrega uma bela obra instrumental, com coesão e diversidade. Mais informações sobre a campanha de crowdfunding e as recompensas nas redes sociais do trio.

 

As porto-alegrenses Kaya Rodrigues (também integrante do Bloco da Laje) e Thays Prado acabam de lançar a música 'Novo Baile', um delicado samba de lamento e esperança de dias melhores. “A música é um lamento esperançoso que conversa com a melancolia trazida pela sensação da vida estacionada. É a exposição de um panorama atual e busca dialogar com a figura dos boêmios que agora estão em casa, com aqueles que gostam de dançar, com os que gostavam de estar na rua e agora não podem mais’, afirma Kaya. O clipe tem direção de fotografia de Elizabeth Thiel.

O clipe traz uma homenagem simbólica aos amigos artistas e festeiros que tiveram que reaprender novas maneiras de viver. As imagens buscam ser um olhar por trás das paredes e mostram um dia típico dentro das casas de cada personagem, flertando com o campo onírico. Nomes como Thiago Pirajira, Juliano Barros, Martina Fröhlich, Graci Lianx e Lizete Ferreira foram desafiados a revelar suas casas e dar rosto a essas personas que apesar de todas as mazelas atuais, insistem em dançar, respirar e homenagear um tempo de alegrias e afetos compartilhados na avenida.

Assita o clipe.

 

|| LITERATURA ||

Em seu primeiro romance, publicado em novembro pela Editora Todavia, José Falero nos leva direto ao supermercado Fênix, na região central de Porto Alegre. É ali que trabalham Pedro e Marques, dupla que aos poucos veste a carapuça de um Dom Quixote e de um Sancho Pança amotinados. Moradores de “vila” (a favela no Sul), eles invertem o jogo mesmo que as consequências sejam graves.

Os dois conhecem pessoas que traficam na periferia onde moram, por isso insistem em se manter na legalidade. Mas, diante de uma “seca” de maconha devido ao desinteresse dos traficantes em comercializá-la, e já cansados da exploração do trabalho, os dois amigos decidem entrar para o tráfico. É a única opção para melhorar de vida. E também uma recusa à desumanização do trabalho assalariado.

https://todavialivros.com.br/livros/os-supridores

 

Acaba de ser lançado o livro 'A matéria inacabada das coisas', segundo livro do poeta Marcelo Martins Silva, com poemas onde a tônica é a carne viva dos dias. Silva manuseia o cotidiano, as dores, as belezas e os fatos e busca desfazer as hipocrisias da verdade. Será possível conciliar estes fatores aparentemente inconciliáveis?

http://www.diadorimeditora.com.br/pd-7eb65c-a-materia-inacabada-das-coisas.html?ct=&p=1&s=1

 

|| FINANCIAMENTO COLETIVO ||

A revista digital Clandestina, que divulga e registra a cena cultural da capital gaúcha, está com seu financiamento coletivo contínuo aberto. O Clube Clandestina funciona como um grupo de assinantes: é possível escolher o valor da colaboração e, assim, apoiar e garantir o funcionamento da plataforma. Entre as contrapartidas estão ecobag, a newsletter Correio Clandestina, cortesias e eventos exclusivos para participantes do Clube.

www.apoia.se/clubeclandestina

|| ARTES VISUAIS ||

Uma ação muito bacana que surgiu durante a pandemia é o Museu do Isolamento’, o primeiro museu online do Brasil que se propõe a divulgar o trabalho de artistas que estão produzindo no período de isolamento social. Com mais de 1.000 obras virtualmente expostas, o perfil reúne desenhos, pinturas, fotografias, poesias, colagens, bordados, entre outros, com desabafos, relatos do cotidiano, saudade e manifestos politicos. A criadora do projeto, a paulistana Luiza Adas, conta que a ideia surgiu como uma maneira de continuar se nutrindo de arte mesmo sem sair de casa. Ao se deparar com o Covid Art Museum, iniciativa semelhante criada por três publicitários espanhóis, mas com publicações somente em inglês, decidiu tocar uma versão brasileira do projeto.

A iniciativa busca criar um espaço de visibilidade para exporem seus trabalhos de uma forma mais democrática; assim os artistas podem alcançar novos apreciadores, novos seguidores e até mesmo novos trabalhos. Para aqueles que consomem e admiram arte e estão sentindo falta de frequentar atividades artísticas, o museu vai até os seguidores para mostrar obras e artistas.

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