12 de novembro de 2020

Nova coletânea da Quarentena do Zodíaco chega ao mundo nesta sexta-feira; ouça 'Mapa Astral Vol. 2: ÁGUA'

Lançamento do selo Tal e Tal Records sucede o volume 'FOGO'

Música

Por Luiza Padilha

 

O esoterismo desta sexta-feira 13 se intensifica com a chegada do segundo dos quatro volumes da coletânea de produções caseiras Quarentena do Zodíaco. Após o lançamento da coletânea FOGO, em agosto, chega a vez de Mapa Astral Vol. 2: ÁGUA.

Os álbuns da Quarentena do Zodíaco são construídos de maneira totalmente coletiva e independente. No caso da coletânea ÁGUA, um edital foi publicado há alguns meses com uma convocatória para que artistas pudessem enviar suas músicas. Após essa etapa, integrantes do selo Tal e Tal Records e alguns artistas que participaram da primeira coletânea fizeram a seleção das músicas que estão presentes neste volume.

Conheça os 15 artistas de 'Mapa Astral Vol. 2 ::: ÁGUA': 

 

1. Amanda Gabana e Clarice Nilles 

Amanda Gabana e Clarice Nilles são duas multiartistas com os pés em diferentes universos - do teatro e da dança - e unidas pela música.

"Espelho" é o primeiro single desse encontro, que elas consideram seu lançamento como produtoras musicais. Veio do desejo forte de aprender e se expressar pelo som. Tendo como referência artistas contemporânes, a Coletânea Mapa Astral foi um pretexto muito especial para experimentarem esse universo da composição juntas. Aliás, aguardem, Espelho vai ter clipe!

 

2. Galápagos Rising

Galápagos Rising é um projeto de Murilo Neumann. Nasceu da vontade de unir melodia, simplicidade e repetição. Tendo como principal inspiração Brian Eno, Harold Budd e o Krautrock, a música nasce quase sem querer. Murilo ainda é guitarrista e compositor na banda Locomotiva Elétrica.

3. melancícia 

Melancícia é a persona que a Larissa Alves Fernandes criou. Ela tem colocado coisas no mundo, usando som, imagem, e a soma dessas duas coisas, que é o vídeo. Com vinte e poucos anos, faz música de imagens e imagens de sensações. High Priestess, The Empress e fã da palavra. Youtube.com/Melancicia

4. Charles Frutas

Do seu quarto, o caxiense de 19 anos escreve e produz suas próprias músicas como forma de lidar com seus sentimentos e incertezas. Mesclando elementos do folk com o pop, Charles espera que através da vulnerabilidade em sua música, as pessoas encontrem a sensação de conforto.

5. Nahraujo

Nahraujo é Dj, produtora independente, pesquisadora e pedagoga. É Mestre em História da África, da Diáspora e dos Povos Indígenas e Selecta no coletivo Saltosoundsystem. Suas produções musicais são inspiradas pela autenticidade da Música Negra e suas influências transitam entre o Reggae, Dub, Hip Hop, Techno, Samba Rock e o Maracatu.

6. Gui Flor

Sereno? Me chamo Carolina sou prof de Biologia, no momento tempo espaço estou com 24 anos. Me autoapelidei de Guigui quando tinha 3 anos e nunca deixei meu lado criativo sumir depois disso. Sempre muito sensível e bicho do mato, não curtia mostrar meu som pra muitas pessoas. Abraços calorosos, outros dolorosos mudaram meu olhar e assim corri atrás pra colocar meus sentimentos sonoros mundo afora. 

7. Música da Casa Verde

Música da Casa Verde é um coletivo de agitação musical de Esteio, com um espaço mantido colaborativamente para jams e shows de bandas independentes. Após o lançamento do EP "Mesmo Assim Eu Vou Dançar" em 2020 - concebido a partir de improvisações editadas - os membros Davi Adorna, Rodrigo Laux e Tiago Vieira criaram à distância “Mergulho em Paquetá”.

8. Thaís Marques

Thaís Marques vem firmando seu trabalho autoral como cantora, compositora e instrumentista em São Paulo / SP desde 2015 e compartilha seu universo íntimo com os ouvidos do mundo através de suas composições. Inspirada em suas experiências amorosas, reencontros internos e questionamentos sobre a vida. Seu som tem caraterística do folk, indie, lo-fi se encaixando muito bem na Nova MPB.

9. Ale

Ale Peixoto atua na música desde os 15 anos. Como guitarrista e cantor participou de algumas bandas. Hoje toca na Maquinário Sabiá e na Obturador. Faz 3 anos que vem trabalhando composições próprias e almejando se lançar como um artista solo, produzindo os próprios trabalhos tocando baixo, guitarra, sintetizadores, teclado e programando beats. Cresceu tocando blues e funk/soul, e atualmente mescla outras referências com a mais antigas, como R&B, Neo-soul, House.

10. Gabo

Gabo transforma em música os pensamentos de Gabriel Islaz, compositor, produtor e pesquisador de Porto Alegre/RS. Após circular por diversas bandas independentes, vive nova fase na recente carreira, onde observa a vida cotidiana e a transcreve em canções mesclando melodias chicletes e experimentação, com sonoridades indie-pop entoadas em português.

11. Leo Fachel 

Léo Fachel sou eu (que deve ta aparecendo nessa foto aí) e um monte de caraminholas que vivem na minha cabeça e as vezes extrapolam em forma de música. A faixa Travessia Canoeira é uma intersecção entre essa coletânea e eu mesmo.

12. May HD

May HD é artista visual e sonora, curadora independente e mestranda em Artes Visuais/ UFBA, pesquisando a hibridização de linguagens artísticas com ênfase na estética do ruído. Discografia: AUTOSAVE (Noise Invade, 2019); SONHO DOBRADO (Pan Y Rosas Discos - Chicago/ EUA, 2019) e o single ORBITAR (2020). 

13. Saskia 

Saskia é uma artista multipotente. No áudio e no visual, dialoga com as várias camadas da arte. Instrumentista, beatmaker, performer, cantora, compositora, diretora, roteirista, câmera, atriz, fotógrafa, desenhista. Suas composições intercalam gêneros e intensidades. Nessa versatilidade poderosa, apresenta beats acurados que embalam com exatidão letras sensíveis, ácidas, objetivas. Impossível defini-la em um único gênero musical. Abusa de samples, instrumentos e pedais, para cantar sobre assuntos íntimos e públicos.

14. des.an.dance

protobanda de múltiplas personalidades;
ritmos e batidas poliédricas,
colagens, ironia e sarcasmo
barulheira
som e imagem
do detalhe
ao delírio

save_draft_betamaxer (aka luciano zanatta) diz que é músico. vem tocando desafinado, fazendo barulho e enchendo o saco há mais tempo do que seria recomendável

15. Bottini

Por meio da música que Henrique Bottini achou um lugar de conforto e liberdade. Busca a misturar  texturas de sons eletrônicos, sons do ambiente e instrumentos orgânicos, criando uma atmosfera densa e acolhedora.

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As músicas foram produzidas pelos artistas em suas casas, durante o atual período de isolamento social. Para além da diversidade de gêneros musicais, o disco é apresentado num formato de mapa astral, onde cada faixa apresenta um diálogo com o elemento Água. A capa é de Clara Trevisan.

Ouça aqui

 

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