15 de outubro de 2020

Um filme de Renata de Lélis e Edu Rabin: assista Apatia, o novo clipe de Rita Zart

Faixa está no EP de estreia da compositora gaúcha, O Que Range

Música

Uma videodança de isolamento social dirigida pela coreógrafa e diretora Renata de Lélis e pelo diretor de fotografia Edu Rabin: este é o clipe de Apatia, canção de Rita Zart, que a artista lança hoje (14). A faixa está no EP O Que Range, divulgado em Novembro do ano passado, que estreou nos palcos em Março, poucos dias antes da pandemia da Covid-19 se instalar no mundo. E, foi no clima da quarentena que nasceu o vídeo de Apatia. Assista aqui.

Apatia é sobre ação e reação. Colocar-se em movimento, estimular-se a agir mesmo quando parece impossível. Também sobre posicionar-se diante de situações revoltantes. E nessa frequência, a música foi trilha sonora de Renata Lélis e Edu Rabin durante os primeiros meses isolados em casa: “Em meio a essa pandemia que devastou nossas vidas, nos sentimos bastante melancólicos. Apatia, passou a ser nossa música de quarentena, traduzindo nossos sentimentos. O tempo ia passando e Apatia continuava tocando em nossas cabeças. Então, resolvemos ‘reagir em um corpo e voz pra salvar, pra manter o se amar’, e movendo o corpo com a música surgiu uma coreografia. Os estudos de movimento foram acompanhados pelos olhos de Edu, surgindo a pergunta: será um clipe de quarentena? A imagem da mulher que derrete pelas paredes e se transmuta em reações espasmódicas, era a tradução perfeita de nosso encerramento domiciliar. Com coragem ligamos para Rita, torcendo que ela curtisse a ideia. Veio o clipe de Apatia, como a Fênix mítica. Uma grande canção te acompanha em momentos da vida como uma amiga fiel. Fazer Apatia foi revigorante, um “grito oco de dor ou gozo”. Graças às Deusas!”, comenta Renata.

Apatia é uma parceria de Rita Zart e Nina Nicolaiewsky, que praticamente se conheceram quando fizeram a música: “Nina chegou no meu estúdio no horário marcado e me perguntou: ‘e aí, tu tem alguma ideia?’. Morrendo de vergonha, dei play no projeto demo de Apatia que era uma base, samples e refrão com versos provisórios. Naquele momento, tive certeza de que a mensagem se afirmava e que a música não iria para gaveta, precisava existir”, conta Rita.

O Que Range

Com influências que vão do cinema, música brasileira experimental, além de jazz, soul, tropicália, bossa nova até a vanguarda paulistana, O Que Range marca um importante momento na vida de Rita: “Falo sobre inquietudes, memórias, alegrias e dores de existir sendo mulher no Sul do Brasil e deixo fluir o desejo de me expressar. O Que Range demorou pra vir e veio espinhento, um processo exposto. Nele me coloco em situação de desconforto, terreno íngreme, pontiagudo, corda bamba”. Em mais de 15 anos de estúdio, ela perdeu a conta de quantos trabalhos fez para terceiros como produtora musical, locutora e compositora, até que neste ano ela sentiu que era a hora de ser a protagonista. 

ASSISTA APATIA AQUI

OUÇA O QUE RANGE AQUI

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