10 de junho de 2020

A VOZ DAS RUAS: Conheça 9 rappers da cena porto-alegrense

Confira os nomes de mulheres e homens que estão movimentando o RAP na Capital.

Música

Texto: Sarah Lima

“Entre muitos outros gêneros, o rap se destaca como aquele que mais questiona seu lugar social.  Por um lado, briga por espaço no mercado fonográfico, por outro quer ser mais do que apenas isso: é um movimento, um estilo de vida, quer mudar o mundo.” 

É com essa sentença de Ricardo Teperman, antropólogo musical e editor da Companhia de Letras, que começamos mais um conteúdo aqui na Revista Clandestina. O assunto da vez é RAP. 

O significado do termo RAP varia, para alguns a é abreviação de rhythm and poetry (ritmo e poesia), já outros MCs brasileiros defendem que rap é a sigla para "Revolução Através das Palavras". A nação mãe deste estilo musical é a Jamaica. Ainda embrionário, o rap surgiu por lá na década de 1960 e foi impulsionado com o surgimento dos equipamentos sonoros, o que ganhava vida com as festas de ruas e guetos do país. Cerca de 10 anos depois, em 1970, foi levado pelos jamaicanos para os Estados Unidos, onde se desenvolveu e cresceu na boca de jovens negros e espanhóis moradores dos bairros mais pobres de Nova York.

Segundo o livro “Se liga no som: As transformações do rap no Brasil”, de Ricardo Teperman, o fortalecimento dos movimentos sociais com o fim da ditadura militar no Brasil (1964-85) criou um terreno fértil para politização do rap por aqui. Ainda segundo ele, excelência da produção musical e poética do grupo Racionais MC's, aliada ao rigoroso discurso de classe e raça e à recusa renitente a deixar-se assimilar pelo esquemas comerciais do mercado da música, confirmou o forte paradigma político que passou a nortear a produção, recepção e a crítica do Rap no Brasil.

Das ruas para nosso site, trazemos 9 rappers da cena porto-alegrense para conhecer ainda hoje. Em suas próprias palavras, os artistas compartilham um pouco de suas histórias e seus planos em meio à pandemia do coronavírus. Confira abaixo:

BENT
@vinibentivoglio/

“Sou o rapper Bent, 25 anos, da zona leste de Porto Alegre. Faço parte da banca Plano Máximo e sou artista do Selo Hatz. Me envolvi com o rap desde criança praticamente, mas comecei a me interessar a escrever em 2013/14 e fui lançar alguma coisa só em 2015. Gravava com um amigo meu, DJ de funk, soltei no Soundcloud. Era mais aquela vontade de querer se expressar, de ser ouvido. O passo maior foi quando eu fui convidado a participar da Plano Máximo, foi aí que eu comecei a levar mais a sério as coisas, conheci pessoas, entendi melhor alguns processos da música e do rap, me dediquei mais a música.

Dia 31 de março eu lancei em parceria com o Selo Hatz meu "primeiro" solo, mesmo não sendo o primeiro, eu considero, por ser uma nova fase, com as coisas sendo feitas de forma mais séria e num outro estilo. Dentro do rap eu não me limito a uma única vertente, sinto que posso e vou escrever de tudo, apesar de agora tá focando mais no Grime e Drill, estilos de música que pra mim mais se assemelham ao Funk Proibidão, que eu sou fã.

Dentro do rap, eu tento passar a minha realidade, minha vivência, e ao mesmo tempo misturar aspectos de ficção, do dia a dia, de histórias, mas sem perder minha identidade. Pra um rapper que tá começando, isso é importante, ter sua identidade, as pessoas te reconhecerem pela sua personalidade e seu estilo dentro da música, se afirmar, principalmente aqui no Sul do Brasil, é complicado, por isso o trabalho tem que ser feito de forma mais empenhada possível.

Nessa pandemia do Covid, tá sendo complicado concluir os trabalhos, mas to tendo bastante tempo pra escrever, rolam algumas sessões de estúdio, na Fita de Beats, claro, com todos os cuidados e precauções. A faixa "Sistema" era uma que eu queria lançar com clipe e não foi possível por causa dessa pandemia. 

Mas os trabalhos seguem sendo feitos, muitos singles e feats vão ser lançados nesse ano ainda, vou começar a trabalhar no meu primeiro álbum e o Brasil inteiro ainda vai ouvir falar meu nome.”

NEGRA JAQUE
@negrajaqueoficial/ 

“Iniciei em 2006 com meu primeiro rap, estava estudando para formação inicial como professora, então todos os meus questionamentos de lugar de fala e sociedade estavam latentes. O rap veio como válvula de escape e transpus pra ele tudo aquilo que me causava desconforto.

O rap é um movimento artístico contemporâneo à sociedade, ele caminha junto, e relata o cotidiano. Hoje o foco é, através da arte que eu faço, trazer questionamentos e registrar memórias através de nossas narrativas. Vários movimentos coletivos trouxeram isso e se preocuparam com a ética e a estética, por esse caminho que eu vou. Minha voz e meu corpo devem representar minha arte.

Nesse momento de pandemia, estou cuidando do meu corpo físico e do meu corpo mental, como um exercício de zelo diário comigo mesma, nunca fui tão cuidadosa nesse processo de autocuidado. O processo de isolamento social promove um filtro de prioridades e valores. Tenho hoje uma equipe que me dá o suporte técnico de produção que preciso, cuido da criação e estamos nos adaptando diariamente a essa nova forma de fazer arte. Ainda mais a arte de rua e orgânica que faço. Correndo atrás de grana, fazendo campanhas de arrecadação e vivendo a realidade dos artistas independentes (que dependem de muita gente) de nossa geração.”

KANHANGA
kanhangaoficial/

“Comecei a fazer Rap em 98 em Angola, na minha cidade Lobito, província de Benguela. Com os meus amigos de infância formamos o Grupo Kay B (Kids Of The Black). Nos reunimos nas ruas pra fazer freestyle e daí surgiu a ideia de criarmos o grupo. Na época eu já escrevia poesias, por influência do meu pai e meu irmão mais velho, que eram autênticos poetas (RIP), e a partir daí comecei a transformar algumas poesias em Rap, até que gravamos a primeira música em 2000/2001. 

Como rapper tenho um grande compromisso com a minha verdade, há mais de uma década fazendo isso, não me vejo a levantar outra bandeira pra dar o tema da minha vida. Nesse momento foco totalmente em potencializar mais a minha arte.

Nesse momento de pandemia estou coordenando a campanha de apoio aos meus irmãos imigrantes que estão passando por necessidades. O enfrentamento da COVID-19 não tá sendo fácil, todas esferas da sociedade foram afetados direta ou indiretamente, porém os imigrantes haitianos, senegaleses, venezuelanos, peruanos, estão em situações muito mais vulneráveis. Então minha cabeça está ocupada em buscar apoio para botar comida na mesa desses imigrantes. Se quiserem acompanhar a campanha, acessem https://www.instagram.com/associacaodosangolanosrs.” 

CRYSTAL
@cristal.rap/

“Comecei nas competições de poesia falada (slams) e nos saraus em 2017. Fui a primeira representante do estado junto com meu amigo e poeta Bruno Negrão no Slam BR 2017, campeonato nacional de poesia falada, em São Paulo. Desde então minha vontade de recitar foi se estendendo para eventos e atividades como oficinas em escolas, palestras, manifestações artísticas, rodas de conversas, etc.

 O rap é uma extensão do que criei na poesia, mas o objetivo é o mesmo: eternizar na arte as nossas memórias. Em maio de 2019 palestrei no evento TED X Laçador, falando sobre meu projeto EternizArte, que fala sobre o esquecimento e anulação da história e da cultura negra, e como podemos continuar preservando as nossas memórias e as nossas vidas em forma de oralidade. 

Meu objetivo atual, é lançar meu primeiro EP ao lado do MDN BEATZ, e depois produzirmos nosso primeiro álbum juntos. Tenho outros projetos pra além da música, ainda quero lançar livros, e poder investir em outros artistas, criar um selo”. 

BART
@/eusouabart/ 

 “Eu comecei minha carreira em 2016 com a produtora DasMina em Pelotas, onde eu e três amigas fazíamos eventos que tinham como objetivo valorizar e dar visibilidade para trabalhos feitos por mulheres. Eu já escrevia poesias, mas eu sou de uma geração onde fui ensinada a ser consumidora e nāo protagonista. Hoje as coisas já são diferentes, né? Em seguida comecei o coletivo Stay Black também em Pelotas e dei início ao movimento de Slam na cidade, gravei meu primeiro som na época. Naquele momento a poesia conseguia preencher uma lacuna que eu tinha da necessidade de falar, me dava esse poder de fala, principalmente porque eu nāo tinha condição de gravar as músicas com uma qualidade, nāo tinha tanto incentivo também. Eu meio que fui uma pessoa que meteu o pé numa porta onde tinha vários pesos atrás segurando pra eu nāo conseguir abrir, e eu tô falando do machismo, da estrutura da sociedade, como ela funciona pra dificultar as coisas pra uma mulher, ainda por cima, preta. 

 Eu lancei meu primeiro videoclipe em 2017, que foi uma produçāo colaborativa feita por várias mulheres, minhas amigas. Dali em diante eu vi que eu podia fazer o que eu quisesse e parei de pensar tanto nas impossibilidades, mesmo com todas as que eu tive, nunca parei nem nunca pensei em largar o que eu faço. 

 Em 2018 lancei um EP colaborativo com Brisa Flow, uma amiga que já havia trazido pro sul pros eventos que eu fazia, DJ Dola e zilladxg chegaram nos beats e fizemos um trabalho que eu acho lindo demais, porque o momento em que fizemos foi de uma energia surreal, eu estava grávida e marcou esse período da vida, porque depois fiquei bastante tempo sem lançar nada, porque o corre fica louco quando tem uma criança, a gente começa a focar mais em produzir para aquelas coisas que vão dar um retorno financeiro mais imediato.

 O meu foco dentro do rap nunca foi essa coisa que a gente vê quando olha pro mainstream, a fama, os views, os likes e os seguidores. Eu tenho dentro de mim a necessidade de fazer arte, de viver arte, de consumir arte e pensar tudo que eu faço como arte. É sobre falar as coisas que eu vivo, o que eu vejo no meu entorno, estalos que eu tenho, gritos que preciso dar e dar a minha cara pra essas coisas, a minha visão, sem seguir um padrão, sem ficar presa numa estética ou em padrões/tendências do momento. Tento me desprender da obrigação de ser ou fazer algo. Geralmente te olham e esperam que tu seja como fulana de tal, ou fazem comparações. E o lance da arte pra mim é justamente esse, que nenhum artista é igual. E isso é o mais legal. Quero que as pessoas saquem isso também.

Em 2019 mudei pra Novo Hamburgo, entrei pra residencia do Projeto Concha, fui selecionada pelo edital Natura Musical e estou com um álbum a caminho que está em um processo mais lento devido a pandemia. Íamos gravar em SP, tem uma série de vídeos que vão sair também e isso acabou sendo adiado.

 No início fiquei assustada, pois minhas datas todas foram canceladas. Fiquei achando que precisava produzir, produzir e não conseguia pensar O QUÊ, porque afinal, já estava produzindo um álbum. Também nāo sou aquela pessoa que tá sempre nas redes produzindo conteúdo, entāo foi meio que um susto pra mim nesse sentido. Tudo parecia que ia mudar. Graças as forças e energias superiores que as coisas começaram a desanuviar e comecei a entender esse processo, rolaram alguns trabalhos, lives, o disco voltou a andar. Já estou conseguindo entender que é isso mesmo e que esse era o momento de desacelerar, cuidar de nós e dos outros principalmente pra que consigamos passar rápido por isso tudo. Sou muito grata por ter a possibilidade de ficar em casa e nāo estar passando por necessidades. Tenho o que preciso e isso basta por enquanto. Vamos seguir trabalhando no álbum, em outro ritmo, mas vai vir na hora que tiver que vir e tenho certeza que vai ser a hora certa.”

 MHASA
@mhasamc

 “Eu comecei minha carreira através da escrita, de começo eu fazia mais poesia, utilizava a escrita como forma de terapia. Minha carreira musical mesmo começou em 2017, quando o Juliano (Marques), me chamou pra Plano Máximo, que foi quando eu conheci também o Heinsenblack, na época VK. A ideia na real era fazer um cypher,  que na época era o que tava mais em moda na cena, e reunimos uma rapaziada grande, éramos quase 10, nisso nasceu o ''Esquema Tático'', que pegou 2k de views em menos de 48h, o que pra nós foi incrível, e junto disso, nasceu a Plano Máximo. Após isso, levei pouco mais de um ano pra soltar meu primeiro single, ''Pilares & esculturas'', que foi quando eu ''botei a cara'' mesmo na música. 

 Meu foco dentro do rap transita dentro do que eu vivo, então vai do momento que eu to vivendo. Acredito que vivemos em um processo constante de evolução e desconstrução, mas meu foco mesmo é sempre ser verdadeiro, botar minha alma no som. Eu acredito que a música salva vidas, assim como a de muitos artistas já me salvaram, eu espero um dia poder ajudar alguém com a minha música, seja através da identificação, ou até mesmo por descontrair em um momento ruim. O foco é mudar vidas, entre todas, a minha, da minha família, do meu filho, dos meus amigos, e de quem me admira de alguma forma.

 Assim como pra todos, tá sendo uma parada bem difícil lidar com esse momento. Eu tinha uma data prevista de lançamento do meu álbum logo quando começou essa pandemia, mas de certa forma ela acabou ''ajudando'', porque com essa pausa acabaram rolando algumas mudanças no meu disco, que por fim deixou ele melhor ainda. Tô bem ansioso pra que tudo

se normalize e que eu possa finalizar esse projeto, mas enquanto tá rolando a quarentena, tô aproveitando pra trabalhar no álbum e tirar dele o melhor resultado, e tá rolando uns singles também, pra não deixar o rolê parado... Inclusive, dia dos namorados é meu próximo lançamento, uma participação minha com um irmão lá do RJ, e também tem um single meu com o Heinsenblack, que tá pra sair em seguida. Tem muita coisa boa guardada, aos poucos vamo liberando pra rapaziada.” 

HEINSENBLACK
@heinsenblack/

“Salve Pessoal! Sou o Heinsenblack, cria da Cohab Rubem Berta, ZN de Poa. Bom, eu sempre tive ligação com a música e o Rap e virei um admirador assíduo da cultura quando eu tinha 14 anos, mas ainda não tinha coragem de engrenar como Rapper. Aos 18 anos que tive a oportunidade e firmeza de colocar minhas idéias pra rua, nesse meio tempo participei de um grupo e em 2017 comecei a fazer meu trabalho solo com a música “N.V.M.O”. Hoje além do meu trabalho solo eu faço parte do grupo Tr3$R e do coletivo Plano Máximo. Em novembro de 2019 lancei meu EP de estreia, intitulado “Fulgor” com seis faixas e três delas com clipes.

No Rap eu busco sempre trazer mais a vivência do que eu vivi ou do que os meus viveram, prezo muito pelo conteúdo e lírica para fazer minhas músicas - foi o que fez eu chegar até aqui. Com a influência do que aprendi de outros rappers ou músicos eu tento passar algo positivo para a pessoa que está me ouvindo, se eu conseguir ajudar uma pessoa com a minha música já é uma vitória. 

Infelizmente estamos vivendo uma pandemia e consequentemente o isolamento social, algo que atrapalhou toda população na vida social e principalmente profissional. A questão de produzir a música a gente não está conseguindo, porém a parte do planejamento e composições estão sendo meu foco no momento para quando normalizar já ter um processo mais rápido no Estúdio. Então eu me comunico com o Egorich (Beatmaker), a gente tá alinhando o meu novo trabalho, e também fico na divulgação do EP Fulgor. 

Acho que ainda tem questões acontecendo no mundo preocupantes e que estou relatando nessas novas composições. E acredito que a gente tem que seguir as ordens dos profissionais da saúde que estão ajudando bastante na Pandemia que já já o pessoal do Rap, Pagode, Funk, entre outros, vai estar fazendo o que ama”. 

YAGO SAN 
@/yagotthejuice/

Yago San nasceu em Porto Alegre, capricorniano do dia 16 de janeiro. 

“Salve! Primeiramente gostaria de agradecer a oportunidade de estar contando um pouco da minha história e carreira no Rap, esses espaços são muito importantes. Sou natural de Porto Alegre, nascido em 16 de Janeiro de 1995, bairro Partenon, lugar onde tive meus primeiros contatos com a música. Dentro daquilo que foi se apresentando pra mim, o Rap falou mais alto. Desde muito novo eu trago o Hip Hop como influência, tendo o Rap como base de formação e informação. Decidi traçar uma nova direção no dia 16 de Janeiro de 2019, onde lancei meu primeiro trabalho solo, o single “Uma Só Direção”, e simultaneamente iniciei o trampo como MC no grupo TR3$ R. Desde então, sigo acumulando rimas, transmitindo verdades, vivências, sentimentos e perspectivas de uma maneira bem direta.

Meu foco dentro do Rap sempre vai ser a mensagem, e tento transmitir ela de uma maneira bem direta. A minha arte é uma extensão do que eu sou, do que eu vejo e de como eu quero ser  visto. Assim como as palavras e rimas de outros MCs fizeram a diferença na minha vida, eu quero um dia também fazer a diferença na vida de outras pessoas com os meus versos. A palavra tem muito poder, mas precisa ser bem utilizada.

Estamos vivendo um período extremamente complicado, enfrentando um inimigo invisível que nos colocou de quarentena e não sabemos exatamente até quando. Nesse momento eu tenho tentando escrever bastante, apesar de tudo isso afetar a nossa criatividade e inspiração, tento driblar e transformar em letra. Pra quem faz Rap e tem a rua como inspiração, ficar em isolamento é realmente complicado.”

Mr Wzeu Senegal
@mr_wzeu/

“Iniciei a minha carreira musical no Senegal quando ainda estava colégio. Desde criança eu sou apaixonado pelo Rap. É a música que me identifiquei desde pequeno porque é "a voz dos sem voz". O rap denuncia, informa, educa e diverte ao mesmo tempo.

Me interessei pelo conceito da música e iniciei a minha carreira junto com dois amigos no Senegal. Em 2005, nós criamos um grupo que tem o nome "Boong Klyng", que significa Mesma Família. Eu parei com o grupo quando entrei na faculdade, em 2007, pois precisava me concentrar nos estudos, mas continuei curtindo rap. 

Eu cheguei no Brasil no final de 2013, mas só retomei a minha carreira 5 anos depois, porque eu precisava ter uma noção da língua portuguesa para facilitar a comunicação. Em 2019 idealizei o primeiro festival Africanidades, para mostrar a diversidade cultural africana junto com a cultura afro-brasileira. A segunda edição do festival foi programada para 2020, mas com a pandemia do coronavírus decidimos remarcar para 2021. Sobre a pandemia fiquei de quarentena com a minha família e respeitando as instruções dos médicos. A pandemia é uma guerra biológica que temos que aprender a conviver mesmo sabendo que existe uma política não revelada.

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