04 de novembro de 2019

Natura Musical apresenta “4 Estações”, novo álbum visual do Bloco da Laje

Coletivo fará show de lançamento dia 30 de novembro na Casa de Cultura Mario Quintana

Eventos de Rua

Quatro estações, quatro clipes, quatro histórias que traçam a trajetória de um coletivo dentro do universo de sua cidade, de seu país. As relações interpessoais, a vida na geografia da cidade, suas lendas, o imaginário, a história, a transformação dos espaços, a arte, o sonho, as cores, a vibração, a brincadeira, a resistência. Os quatro clipes desvendam uma a uma as estações, com suas especificidades e sua linha de tempo. “Celebração, comunhão e encontro. Um trabalho construído com muito afeto e por vários artistas. Hora de reafirmar nosso sentido lúdico e verter arte nas mais variadas formas do fazer artístico. Nosso trabalho é sobre resistência, sobre seguir em frente com nosso estandarte do delírio, vestir a fantasia da alegria e transbordar nossas vivências poéticas”, afirma Juliano Barros, um dos diretores artísticos do grupo. O álbum visual Bloco da Laje 4 Estações acaba de ser lançado nas plataformas digitais. Tá lindão, confira clicando aqui.  O coletivo fará shows em São Paulo (dia 09 de novembro no Z Largo do Batata) e em Porto Alegre (dia 30 de novembro na Casa de Cultura Mario Quintana).

O Bloco da Laje está no imaginário dos habitantes de Porto Alegre o ano todo. O coletivo que nasceu com as raízes no teatro e que tem em sua essência essa arte como fio condutor, é hoje um dos mais representativos do sul do Brasil, com premiações, apresentações em grandes festivais e o interesse constante do público que o acompanha. Os shows da Laje são acontecimentos e, faça chuva ou sol, frio ou calor, o público acolhe e comparece. “Estamos muito felizes com a possibilidade de registrar nossa história na forma do álbum visual. Temos origem na brincadeira e luta na rua, em um caminho natural ganhamos os palcos e agora, prestes a completar uma década de trabalho e experiência coletiva, chegamos às plataformas de música e gravamos nossos primeiros clipes oficiais. O álbum vem carregado da simbologia, estética e aprendizados de tudo que já foi feito, mas também é um portal pra um novo momento, que amplia nossa rede de troca e oferece um novo mundo de descobertas”, complementa Júlia Ludwig, também parte do corpo de diretores artísticos do coletivo.

O projeto foi selecionado pelo Natura Musical por meio do edital 2018 com financiamento da Lei de Incentivo à Cultura Pró-Cultura RS por meio da Secretaria de Estado da Cultura e do Governo do Estado do Rio Grande do Sul. “Coletivos como o Bloco da Laje ampliam a voz de movimentos efervescentes que buscam maior espaço dentro e fora do mercado musical”, afirma Fernanda Paiva, gerente de Marketing Institucional da Natura. “Ao investirmos nesses grupos, apostamos em toda a rede de pessoas conectadas por propósitos socioculturais, multiplicando assim o alcance de um patrocínio”.

Este primeiro álbum da história do grupo transita entre imagem e som, real e virtual. A narrativa do projeto está presente em suas canções, suas imagens, sua expressão artística potente e transformadora que terá agora seus territórios expandidos chegando aos quatro cantos do país. O registro audiovisual e os videoclipes foram feitos pela Bloco Filmes, expoente produtora audiovisual da nova geração do Rio Grande do Sul. Os vídeos são assinados por um diretor convidado, que, ao lado de integrantes do Bloco da Laje, somam saberes e intuições ao trabalho: ‘O que tu tem cidadão’’ (Julia Ludwig e Antônio Ternura); ‘Pregadão’ (Thiago Lazeri e Biel Gomes); ‘Deixa Brincar’ (Diego Machado e Martino Piccininni) e ‘Recanto Africano’ (Juliano Barros e Tuane Eggers). A direção geral dos vídeos é de Thiago Lazeri e a direção artística é de Diego Machado, Julia Ludwig, Juliano Barros.

Sobre os CLIPES:

A música ‘Recanto Africano’ foi composta por Camila Falcão (uma das cantoras do Bloco da Laje que vive a personagem central no clipe) e Thiago Lazeri. A direção do clipe que representa o verão é compartilhada entre Tuane Eggers e Juliano Barros, a direção de fotografia é de Eduardo Nascimento, e quem assina a direção de arte é Rafael Silva. Tuane tem um trabalho artístico e fotográfico que eleva as minúcias da natureza. Juliano Barros é ator, diretor artístico e fundador do coletivo Bloco da Laje. A mistura entre os dois é uma tentativa de reunir duas visões que ampliam e ressignificam um dos momentos mais potentes do Bloco da Laje: os ensaios abertos. Desde 2011 o Bloco realiza seus ensaios abertos como espaço de criação, convívio e troca na cidade. A canção ‘Recanto Africano’ fala desse momento importante para o coletivo nesse espaço sagrado para o grupo. Situado no coração do Parque da Redenção em Porto Alegre, o Recanto Europeu foi rebatizado pela Laje com o nome de Recanto Africano. Dessa forma fortaleceu a narrativa do parque mais popular da cidade como território histórico de luta e liberdade da população negra no período da escravidão. O clipe homenageia também o ritual da brincadeira e da dança propostos pelo grupo. Estátuas ganham vida e saem para brincar com uma pequena multidão que se forma toda vez que o Bloco da Laje vai ensaiar suas músicas e jogos teatrais na rua. As locações foram no Parque da Redenção, onde está situado o “Recanto Africano”.

‘O que tu tem Cidadão’, clipe que corresponde ao outono, acompanha um dia na vida de um cidadão que transita pelas ruas centrais de Porto Alegre e se depara com as situações reais que envolvem a cidade e também com suas fantasias, seus delírios e desejos. No percurso ele é bombardeado por notícias, imagens, informações. Cruza com pessoas comuns do cotidiano, mas também com figuras e cenas inusitadas e até com um bloco de carnaval. Essa personagem é vivida pelo ator Zé da Terreira, que tem uma longa trajetória nas artes cênicas de Porto Alegre e que serviu de inspiração para esse ‘cidadão contemporâneo’. “Zé é uma figura que está sempre conectado conosco, uma espécie de ‘padrinho’ do Bloco da Laje, que nos dá ancestralidade, que nos acolhe e que anda pelas ruas da cidade e se faz presente nos acontecimentos culturais”, afirma Júlia Ludwig, que ao lado de Antônio Ternura dirigiu este trabalho. Os dois deram ao clipe um universo onírico onde retratam a cidade tanto como opressora, com suas múltiplas informações, suas notícias, seus prédios e seu cimento, quanto como um terreno fértil para a imaginação e o sonho. Nas gravações, realizadas no centro da cidade, estiveram presentes as pessoas que integram o bloco de carnaval do Bloco da Laje e se somam ao grupo para brincar o carnaval nas ruas de Porto Alegre. A música contou com a participação da banda Francisco El Hombre, que veio a Porto Alegre e mergulhou no processo junto com os diretores e integrantes do Bloco da Laje. “Dentro do projeto Natura tivemos vários momentos fantásticos de vivência e aprendizado, um dos momentos onde isso aconteceu de forma mágica foi com a Francisco El Hombre. Foi um dia marcado pela generosidade e potência criativa destes artistas maravilhosos, trouxeram toda sua bagagem artística e contribuíram de forma magistral para a construção sonora e rítmica do arranjo da música O que tu tem cidadão” afirma Diego Machado, que compôs a música com Ricardo Pavão. As locações foram no centro histórico da cidade e na Casa de Cultura Mario Quintana.

Confira o clipe de "O que tu tem cidadão" aqui. 

Representando o inverno, ‘Pregadão’ teve como grande desafio transpor para a linguagem audiovisual uma performance artística que nasceu nas saídas de rua do Bloco. Ao tirar Jesus da cruz, o Bloco da Laje reflete sobre o dogma da culpa e suas implicações em nosso corpo pessoal e social, tudo isso de uma maneira lúdica e teatral, convidando o espectador ao jogo, a brincadeira e, por fim, a reflexão. Para o Bloco da Laje essa canção é de libertação, traz para o público o amor às diferenças. Os diretores Thiago Lázeri (membro do Bloco da Laje) e Biel Gomes (artista convidado) escolheram uma forma inusitada de representar essa cena: imprimindo movimento a representações clássicas de Jesus nas artes plásticas. Imagens estáticas como quadros e esculturas ganham movimentos num jogo de dança e brincadeiras. Um vídeo que traz em sua essência o caráter divertido e crítico da Laje tem direção de fotografia de Eduardo Nascimento e direção de arte de Ana Musa. Foi gravado no TecnoPUC.

O vídeo clipe “Deixa Brincar” se constrói a partir de três elementos: o rito, a brincadeira e a rua. O ritual é o tempo, a passagem da criança para o adulto, do entendimento da efemeridade da vida. A brincadeira é poesia, é o lúdico que conversa com o ritual e se transforma em algo mais. A rua é quando as vozes se unem, quando o grito toma conta do espaço e se transforma em crítica e resistência. Esse trabalho se pretende enquanto uma experimentação visual, cromática e sensorial, onde o aproveitamento de materiais ressignifica a própria arte e fotografia da obra. Representando a alegria e o colorido da primavera, essa é uma das primeiras músicas do bloco da Laje e nasceu antes da primeira saída do grupo às ruas de Porto Alegre, numa manifestação espontânea, no ritual do encontro. Composta Por Diego Machado, Juliano Barros, Daniel Almaoe e Leonardo Frodo, a música é um dos hinos mais potentes do coletivo, uma marca na performance do grupo, seja nos shows, cortejos ou ensaios abertos. O público é convidado a compor a obra, se engajando no grande mar de experiências. O clipe teve locação no TecnoPUC e tem direção de Diego Machado e Martino Piccininni (diretor convidado), a fotografia Lucas Cunha e a direção de arte de Gabi Lambasse.

Sobre o BLOCO DA LAJE

Formado por indivíduos vindos das mais diversas áreas de atuação, o grupo construiu um trabalho autoral cênico, musical e carnavalizado, resultando num ditirambo urbano. A composição estética do grupo se origina no improviso, na alegria, no encontro. O conceito “Laje” considera mais a criatividade do que o luxo, mais a beleza do artesanal do que a beleza padronizada. Show, teatro, reivindicação do direito da alegria, celebração da arte do encontro e da brincadeira, resistência, resgate do espaço público, da arte na rua.

Sobre Natura Musical

Natura Musical é a principal plataforma de patrocínio da marca Natura. Desde seu lançamento, em 2005, o programa investiu R$ 132 milhões no patrocínio de 418 projetos - entre CDs, DVDs, shows, livros, acervos digitais e filmes. O último edital do programa neste ano selecionou 50 projetos em todo o Brasil, entre artistas, bandas e coletivos. Os trabalhos artísticos renovam o repertório musical do país e são reconhecidos em listas e premiações nacionais e internacionais. A plataforma digital do programa leva conteúdo inédito sobre música e comportamento para mais de meio milhão de seguidores nas redes sociais. Em São Paulo, a Casa Natura Musical se tornou uma vitrine permanente para a rica e pulsante produção musical brasileira.

 

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