18 de outubro de 2019

Marrakesh: de Curitiba para o mundo

Entrevistamos um dos vocalistas da banda, uma das expoentes do cenário independente, que toca nesta sexta (18) no Agulha

Música

Nesta sexta-feira, 18, Marrakesh aterrissa na capital dos pampas para um show no Agulha. A banda curitibana, formada por Bruno Tubino (vocal e guitarra), Lucas Cavallin (vocal e guitarra), Daniel Ferraz (baixo), Volobodo (sintetizadores e guitarra) e Matheus Castella (bateria), vem ganhando os palcos alternativos do Brasil em uma tour que já passou por diversas cidades brasileiras, como Niterói e Sorocaba. 

A revista Rolling Stone classifica Marrakesh como um dos maiores nomes do cenário independente. Os guris já passaram por festivais brasileiros e também internacionais, como o Primavera Sound, em Barcelona. A junção do quinteto resulta numa sonoridade indie-pop giratória que funde elementos da música eletrônica e do R&B. Um som desafiante, estabelecendo-se muito bem como uma ponte entre os gêneros de uma maneira inusitada e com uma estética única.

A Clandestina conversou sobre a formação da banda e futuros projetos com um dos vocalistas Bruno Tubino. Confira a entrevista completa abaixo:

Clandestina – Para começar, queremos saber quem é Marrakesh na fila do pão? Como a banda foi formada?

Bruno – A Marrakesh nasceu a partir da minha junção com o Lucas Cavallin (vocal e guitarra). A gente se conheceu no ensino fundamental, mas só começamos o projeto a partir do ensino médio, quando tínhamos uns 16/17 anos. Aí, fomos para faculdade estudar música. Em meados de 2015/2016 fomos conhecendo o resto da banda e em 2016 lançamos o nosso primeiro material.  

Clandestina – Vocês vêm trilhando um caminho de grande presença em festivais, como foi o “Primavera Sound”, em Barcelona. Por vocês serem de Curitiba, fora do eixo Rio-SP, foi difícil conseguir isso? Como aconteceu para vocês?

Bruno – Nossa banda começou em 2014, mas foi com a formação de 2016 (que se mantém até hoje) que lançamos nosso primeiro EP, chamado "Vassiliki". E a partir disso, começamos a lançar alguns singles pelo selo Balaclava Records, em São Paulo, e através deles, conseguimos alguns contatos lá fora para tocar no Primavera Sound. E ano passado lançamos nosso primeiro álbum, “Cold as a Kitchen Floor”, e ele abriu ainda mais portas internacionais pra gente. Agora estamos trabalhando com o produtor australiano What So Not e os frutos dessa parceria já já poderão ser conferidos. 

Clandestina – Em uma entrevista ao Pile Rats, o What So Not afirma que vocês são a grande promessa para o indie alternativo mundial. Como vocês veem isso?

Bruno – Acho que sempre foi o nosso objetivo alcançar o mainstream internacional, a gente canta em inglês, etc, então sempre foi nosso objetivo. E em 2020 tem uma grande surpresa pra nossa fanbase. 

Clandestina – Sem muitas informações sobre essa grande surpresa? 

Bruno – Estamos com um planejamento bem interessante para o próximo ano, o que a gente pode dizer é que alguns singles serão lançados ainda em 2019, mas será só um gostinho da surpresa que estamos preparando pra 2020. Vem surpresa boa por aí.

Clandestina – Vocês comentaram que sempre cantam em inglês. Essa escolha é pensada com o objetivo de crescer mais lá fora, ou é uma escolha de conforto?

Bruno – Eu acho que os dois. Pra nós, como artistas, se expressar em inglês é melhor. A gente se espelha muito em música brasileira, MPB mesmo, mas na hora de formarmos o nosso som, nos sentimos mais confortáveis cantando em inglês. E por ser uma língua mundial, fica mais fácil da gente se comunicar em inglês, e como o objetivo da banda sempre foi tocar ao redor do mundo, meio que acaba casando com essa escolha.

Clandestina – Percebemos uma diferença de quando vocês cantam em inglês e em português. Como na homenagem a Vinicius de Moraes, em Canto de Ossanha. Foi um experimento?

Bruno – Essa versão que fizemos foi a pedido de uma revista, em comemoração aos 50 anos do álbum de “Os Afro-Sambas”. Foi uma experimentação mesmo, a produção de 90% dessa versão quem realizou foi o Volobodo (sintetizadores e guitarra), e foi muito massa. 

Clandestina – Vocês já vieram para Porto Alegre alguma outra vez?

Bruno – Não, é a primeira vez da banda aqui no Rio Grande do Sul, fora do eixo de festivais, né? Já estivemos no Nordeste também, mas foi uma presença pontual, isso de fazer tour, pegar o carro e ir conhecendo as cidades e tocando nelas, é a primeira vez. 

Clandestina – E como está sendo essa experiência? Tudo o que vocês esperavam ou a comida de beira de estrada não é tão boa assim (risos)?

Bruno – (Risos) A gente tá achando muito massa, estamos descobrindo que temos uma fanbase muito legal em lugares que a gente nem esperava. Começamos a tour no final de setembro em Niterói, passamos pelo Rio de Janeiro, fomos pra São Paulo, Sorocaba, Curitiba, até chegarmos aqui. É uma escala bem pequena, mas já tá sendo incrível. 

A Marrakesh compôs uma playlist para quem quiser entrar no clima do show que rola nesta sexta-feira, no Agulha. Confira:

https://open.spotify.com/user/12185821255/playlist/4A2J38W73sH25bYGccS1GT?si=oDtuyyxtQk28QKRnAvPI6g 

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