01 de agosto de 2019

Observatório de Censura à Arte: iniciativa pretende mapear casos recentes de censura

Projeto vai publicar relatos de impedimento de obras e eventos culturais no país

Artes Cênicas

Desde o fechamento da mostra Queermuseu, no Santander Cultural, episódios de impedimento de espetáculos e retirada de obras em mostras pontuam em diversas cidades do país. O Observatório de Censura à Arte pretende mapear esses casos e colher relatos que não chegam à imprensa ou se restringem ao noticiário local. A iniciativa é do veículo de jornalismo cultural Nonada – Jornalismo Travessia.

O projeto surgiu porque a redação do Nonada começou a receber relatos no Rio Grande do Sul, onde fica a sede do veículo, e em outros estados, de cancelamento de eventos devido a argumentos políticos ou de “inadequação etária”. Os jornalistas pretendem montar um dossiê com os casos relatados até setembro de 2019, com fotos, vídeos e links de notícias. O Observatório será periodicamente atualizado conforme novos casos. O conteúdo será publicado com licença livre e poderá ser replicado por outros veículos.

“É dever do jornalismo reportar violações à Constituição, e a ideia do observatório vem nesse sentido: mapear casos que impedem a livre expressão, que sabemos não ser uma novidade, mas que certamente vem crescendo juntamente com o aumento de um discurso conservador e, por vezes, preconceituoso contra a cultura”, diz o editor-fundador do Nonada, Rafael Gloria.

Todos os relatos enviados, seja por artistas ou por testemunhas, terão sua veracidade comprovada por meio de técnicas de verificação jornalísticas. O dossiê será publicado no site do Nonada, mas o coletivo está aberto a parcerias com outros veículos. Os relatos devem ser enviados para o email nonada@nonada.com.br ou pelo formulário https://forms.gle/n9rtLyGN1EVy4bPr8

Sobre o Nonada

Nonada – Jornalismo Travessia é um coletivo de jornalistas culturais, com sede em Porto Alegre/RS. Desde 2010, procura relacionar as diversas formas de expressão artística com temas relativos aos direitos humanos. Recebeu prêmios como Agente Jovem da Cultura, do ministério da Cultura, Menção Honrosa no Prêmio Ari de Jornalismo e, em 2017, foi finalista do Prêmio Ages na Categoria Imprensa. Integra a lista de veículos recomendados pelo Mapa da Agência Pública de Jornalismo Independente. 

Compartilhe